Toxoplasmose congênita: uma infecção silenciosa que exige vigilância em saúde pública.


A toxoplasmose congênita é uma infecção causada pela transmissão vertical do protozoário Toxoplasma gondii, geralmente adquirida por infecção primária materna durante a gestação. Apesar de muitos casos passarem despercebidos clinicamente no período neonatal, os riscos para o desenvolvimento da criança são significativos e duradouros.

O protozoário pode atravessar a placenta e afetar diversos sistemas, com predileção pelo sistema nervoso central e pelos olhos. Entre os sinais mais comuns estão: lesões de retina (coriorretinite), calcificações intracranianas, microcefalia, surdez, icterícia, anemia e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. O recém-nascido pode ser assintomático ao nascimento, mas desenvolver sequelas ao longo dos primeiros anos de vida.

A prevalência no Brasil é significativa: estima-se que 1 em cada 1.000 nascidos vivos tenha toxoplasmose congênita (Ministério da Saúde – PCDT da Toxoplasmose Congênita, 2018).

A prevenção depende diretamente da qualidade do pré-natal, com triagem sorológica adequada em todos os trimestres da gestação. Em casos de soroconversão ou infecção aguda materna, o tratamento com espiramicina ou sulfadiazina/pirimetamina pode reduzir o risco e a gravidade da infecção fetal.

Em alguns estados brasileiros, a triagem neonatal ampliada inclui a pesquisa de anticorpos IgM específicos para T. gondii, permitindo o diagnóstico precoce mesmo em crianças assintomáticas — o que é determinante para evitar complicações.

A SBTEIM reforça a importância de integrar o cuidado pré-natal e neonatal como parte de uma mesma estratégia de proteção à infância.

 

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