Acesso ao Teste do Pezinho ampliado ainda é desigual no Brasil
A desigualdade no acesso ao Teste do Pezinho ampliado foi um dos principais temas abordados pelo programa “É de Casa”, da TV Globo. A matéria relembrou os 25 anos desse importante exame e contou a história do pequeno Theo, filho da jornalista Larissa Carvalho.
Theo tem acidúria glutárica tipo 1, uma doença rara metabólica que não era rastreada pelo Teste do Pezinho realizado pelo SUS quando ele nasceu. Sem o diagnóstico precoce, a condição não foi identificada nos primeiros dias de vida, período em que o tratamento poderia ter evitado danos graves.
Nesse contexto, a Lei 14.154/2021 representa um importante avanço no país, pois amplia as perspectivas de rastreio de doenças pelo SUS e fortalece as oportunidades de diagnóstico precoce.
Mas ainda existe um desafio importante: o acesso à triagem neonatal ampliada continua sendo desigual no Brasil. Enquanto o Programa Nacional de Triagem Neonatal contempla 6 doenças, versões expandidas do exame, capazes de rastrear mais de 50 condições, não estão disponíveis igualmente em todas as regiões do país e na rede de Saúde Suplementar.
É essencial mudarmos essa realidade. Quando uma condição é identificada precocemente, existe a oportunidade de iniciar o tratamento no momento certo, o que pode mudar completamente a vida de uma criança e de sua família.
Por isso, precisamos reforçar a importância de ampliar o acesso a esse exame, hoje e sempre!